Clica na imagem para acederes à sequência
fotográfica.
Costuma dizer-se que Portugal é um
povo de poetas. Depois de observares as sequências fotográficas e leres as
legendas que as acompanham, vais perceber que também é um povo de inventores.
"A necessidade aguça o
engenho" é um provérbio bem conhecido. Perante o desconhecido, surgem
sempre ideias geniaisque
colocam o nome de Portugal nas bocas do Mundo. Já Camões em “Os Lusíadas” quis
cantar esta capacidade do povo português.
Microrganismos ou micróbios são organismos que só
podem ser vistos ao microscópio. Incluem os vírus, as bactérias, os protozoários, as algas unicelulares, fungos e os ácaros.Para
sobreviverem, precisam de matéria orgânica para se alimentarem e de condições
propícias com temperaturas elevadas, humidade e escuridão.
Já imaginaste se
pudéssemos ver o "micromundo" a olho nu?
Devia ser tanto
fantástico quanto assustador. Veríamos o que carregamos sobre a pele do nosso
corpo e sobretudo das nossas mãos e não só. Para teres uma ideias, em cada umas
das nossas mãos veríamos mais de 7 biliões de microrganismos, mais do que o
número de habitantes do planeta Terra!
Muitos
microorganismos são agentes patogénicos, isto é, agridem o nosso organismo e
causam-nos doenças, mas outros são muito benéficos para outras espécies, para o
meio ambiente como as bactérias que decompõem a matéria orgânica. Encontram-se
em todos os habitats, desde os ambientes mais agressivos ao fundo dos oceanos,
ao solo terrestre e na própria atmosfera.
Alguns
microrganismos têm grande utilidade para o ser humano: os vírus e as bactérias
são transformados em vacinas; alguns fungos, como a penicilina, ajudam a
fabricar os medicamentos; algumas bactérias como as que habitam nos nossos
intestinos são ajudantes preciosas na nossa digestão; outras entram na
composição de determinados alimentos, principalmente os alimentos lácteos,
cujos nomes podes encontrar nos rótulos de alguns iogurtes.
Vê o vídeo para compreenderes melhor o que estamos a dizer:
Antes da
invenção do frigorífico, que aconteceu no final do século XIX, a Corte consumia
gelo produzido nas fábricas da Serra da Lousã e da Serra de Montejunto,
propriedade do neveiro-mor, Julião Pereira de Castro. O gelo era produzido a
partir da neve na Serra da Lousã e com a água que gelava dadas as temperaturas
baixas que se faziam sentir a partir do final de setembro ou início de outubro.
A água provinha de 2 poços, era extraída por uma nora e despejada num tanque
com uma capacidade para 151 mil litros. Esta era, depois, distribuída pelos 44
tanques que a fábrica possuía.
O guarda esperava que a água gelasse durante a noite e cabia-lhe
acordar os trabalhadores, com uma corneta, para irem à fábrica tirara o gelo,
que transportavam às costas para uma casa com 3 silos (o maior com 10 metros de
profundidade e 7 de largura), onde se fazia o armazenamento, a conservação e a
expedição do gelo.
Dois a três homens iniciavam então o trabalho de conservação
do gelo. Andavam com maços e compactavam-no até formar um bloco.O gelo
ficava alguns meses no silo e a sua conservação era garantida porque os silos
ficavam uma zona muito fria, sombria e virada a norte. À volta da casa foi
construído um bloco de pedras para evitar a humidade e nos silos foram colocadas
pedras no chão e drenos para diminuir o risco de descongelamento. No topo do
silo maior foi construída uma pequena janela, para permitir a saída do ar
quente expelido pela respiração dos trabalhadores.
Próximo da casa
dos silos, existia um forno de cal, utilizada como desinfectante dos tanques e
dos silos, para garantir a purificação da água do gelo.
No início do verão, dava-se
início ao transporte do gelo até Lisboa, feito em 3 fases, um processo
engenhoso e uma viagem que tinha de ser célere; demorava 12 horas e acontecia
durante a noite para aproveitar as temperaturas mais baixas.
Os homens
partiam e cortavam o gelo, embalavam-no em palha e serapilheira e guardavam-no
num silo enquanto esperavam pelo transporte. Do alto da serra até ao sopé era
transportado por burros e dali até à Vala do Carregado, na margem do Tejo,
seguia em carroças ou carros de bois. Ali chegado, era carregado para barcas
que o transportavam até ao Terreiro do Paço.
Dali era
levado para a Casa da Neve, propriedade do neveiro-mor, que, mais tarde, passou
a ser o café Martinho da Arcada. Outro café que também tinha a mesma função era
o “Café do Gelo” que ainda hoje existe no Rossio.
A Real
Fábrica do Gelo funcionou cerca de um século, tendo desaparecido com o
aparecimento do frigorífico em 1850.
Graças a
um grupo de alunos, a Real Fábrica do Gelo foi recuperada e foi classificada
como Monumento Nacional em 1997.
Diariamente,
ao longo de todo o ano, são realizadas 4 visitas guiadas (10h00, 11h00, 14h00 e
15h30).
Confinados em casa, a vontade de sair e visitar espaços aumenta. Para hoje,
propomos-vos uma visita guiada ao Jardim Zoológico, acompanhados pelo biólogo
Diogo Gomes.
Já alguma vez viste uma caravela?
Já pensaste na coragem dos navegadores que, determinados em descobrir novos
mundos, embarcaram em caravelas como esta? Anda connosco! Sobe a bordo! Embarca nesta visita virtual!
Um filme que nos transporta até meados do século IV d.C.,
através da reconstituição do Palácio, do Balneário e da Casa Agrícola da Villa
romana do Rabaçal, situada a cerca de 12 Km a sul da cidade de Conímbriga. Este
plano de Visita Virtual exemplifica bem o modo de vida de um abastado cidadão e
sua família, acompanhados dos servos domésticos e agrícolas, e é motivo de
reflexão sobre a sociedade da Lusitânia no final do Império Romano, na
transição entre o paganismo e o cristianismo. A realização é de Pedro Madeira e
de Vera Moitinho.
Venham
daí! Há sempre aprendizagens que construímos sem estarmos agarrados
aos manuais escolares e presos ao ecrã numa videoconferência.
Segundo, Stated
Clearly, de quando em vez, a comunicação social anuncia o aparecimento de
uma nova doença humana causada por um vírus, até então, desconhecido.
No final da década de 70,
apareceram os primeiros casos de humanos infetados com o vírus Ébola, que teve
origem em primatas que foram, provavelmente, contagiados por morcegos. Uma
década depois, outro vírus originário de chimpanzés contagiou pessoas, o Vírus
da Imunodeficiência Humana (VIH). Posteriormente, um vírus da família do
coronavírus, proveniente de um pequeno mamífero carnívoro, originou a epidemia
da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que se registou no início dos anos
2000. Agora, o Covid-19! Constantemente, somos surpreendidos pelo aparecimento
de “novos” vírus. Mas, de onde e por que razões surgem estes “novos” vírus que
ameaçam a humanidade?
Os especialistas acreditam que
devem existir cerca de 1.700.000 vírus selvagens, hospedados em diferentes
espécies animais e que ainda não foram identificados.
Com este vídeo, podemos
compreender como as rápidas mutações que ocorrem na estrutura simples dos vírus
– de ADN ou ARN – e a sua dependência da “maquinaria” celular de outras
espécies, lhes confere vantagem para a sua estratégia de sobrevivência e lhes
permite infetar também os seres humanos. O aparecimento de novos vírus é, de
facto, um processo natural que ocorre por seleção natural.